BANDA MUNICIPAL DE TIBAGI
A História da Banda Municipal de Tibagi: Das raízes à era de ouro
A Banda Municipal de Tibagi tem raízes profundas na tradição musical da cidade, com origens que remontam ao final do século XIX. Fundada em 1899 por José da Cruz Machado, com sua primeira apresentação na festa da Igreja Matriz, constituiu um marco de sucesso que garantiu sua continuidade até os dias atuais. No entanto, foi nos anos 1980 que a corporação ganhou uma figura central: o Maestro Renato Taques.
Sob a regência do Maestro Renato Taques, a banda manteve viva a tradição dos dobrados, marchas e apresentações em festas cívicas, desfiles e eventos locais. Ele esteve à frente da instituição desde os anos 1980, preservando o grupo em um período desafiador para as bandas municipais no interior do Paraná. Apesar dos esforços dedicados, a banda enfrentava dificuldades crescentes: instalações inadequadas, instrumentos deteriorados pelo tempo e falta de recursos para renovação. No início dos anos 1990, a corporação corria sério risco de extinção, com poucos músicos ativos e pouca perspectiva de continuidade. E o Maestro Renato Taques caminhava para sua merecida aposentadoria.
Nesse cenário delicado, surgiu uma oportunidade que mudou caminhos: o Projeto Oficinas Integradas de Cultura — uma ação do Governo do Estado do Paraná, por meio da Secretaria de Estado da Cultura e em parceria com iniciativas federais como as da FUNARTE. O projeto estimulava a renovação de bandas e grupos musicais em cidades paranaenses, incentivando a profissionalização, a qualificação para manutenção de instrumentos, o cadastro para recebimento gratuito de instrumentos e, principalmente, o surgimento de novos talentos.
Em 1993, impulsionado pelos projetos culturais da época, o Maestro José do Carmo Silveira Junior assumiu a regência da Banda Municipal de Tibagi. Seu contrato, formalizado em 05 de agosto de 1993, definiu uma missão clara: reorganizar o conjunto, aprimorar o desempenho técnico e revitalizar seu valor cultural. Esse marco inaugurou um período de crescimento, com profissionalização, criação de arranjos exclusivos, a Oficina de Música e Instrumentação e conquistas inéditas no Paraná e no país.
A partir dali, iniciou-se uma trajetória de vitórias: aquisição de novos uniformes (Branco com detalhes verdes), recuperação e reparo de instrumentos musicais, aquisição de instrumentos musicais novos e importados pela Prefeitura Municipal de Tibagi, conquistas em campeonatos paranaenses, como a primeira vitória obtida após a reestruturação da Banda - Campeã Paranaense no XVII Concurso Paranaense de Bandas e Fanfarras promovido pela União Cívica Feminina Paranaense - UCFPR - (Curitiba, 1994), concorrendo na Categoria Banda Musical Juvenil; participação e projeção nacional no Concurso Rotary de Bandas de Música (Brasília, 1997), aquisição de instrumentos modernos (como os 18 novos em 1997 via Projeto Bandas) e um legado que transformou a Banda Municipal de Tibagi em patrimônio vivo da cidade.
Após o ciclo dourado, a banda enfrentou nova fase de dificuldades e ficou desativada por aproximadamente sete anos.
Em 2015, com o apoio da Prefeitura e a criação da Associação Banda Escola Maestro José da Cruz Machado (presidida por André Neves na época), a corporação retornou com 35 integrantes da comunidade, inaugurando o “Teatro da Lua” na Casa da Cidade.
Em 2021, sob a direção do Maestro Cleverson Almeida de Assunção, foram adquiridos 26 novos instrumentos (investimento de mais de R$ 70 mil) e, em 2022, 30 uniformes completos.
Em 2023, celebrou 124 anos com concerto especial no Teatro Tia Inália, homenageando músicos históricos e apresentando repertório transcrito pelo maestro Cleverson Assunção.
Essa transição não foi apenas uma mudança de maestro — foi o renascimento de uma instituição que, mesmo após desafios posteriores, ressurgiu mais forte. Sob a regência do Maestro Cleverson Assunção, a Banda Municipal José da Cruz Machado (Banda Municipal de Tibagi) segue ecoando pelas ruas de Tibagi, preservando dobrados, marchas e a alma musical que José da Cruz Machado plantou em 1899, Renato Taques manteve viva nos anos difíceis e José do Carmo Silveira Junior elevou a patamares inéditos. Hoje, mais de 125 anos depois, ela é patrimônio vivo da cidade, orgulho de gerações de tibagianos e parte essencial da identidade cultural paranaense.
Fonte:
Equipe de Preservação e Memória | Banda Municipal de Tibagi
Museu Histórico Desembargador Edmundo Mercer Junior
Prefeitura Municipal de Tibagi – Paraná
Fevereiro de 2026
Banda Municipal de Tibagi
A Banda Municipal de Tibagi, fundada em 1899 por José da Cruz Machado, renasceu em 1993 e se firmou em 1994 como importante patrimônio cultural do Paraná, acumulando títulos estaduais e nacionais ao longo de sua trajetória centenária.
A Banda Escola, através de seus hábeis professores, ministra aulas de música (prática e teórica) que abrange vários naipes instrumentais, não apenas de banda mas, também na área de MPB. Com o objetivo de manter o aperfeiçoamento técnico de seus músicos e de seus alunos, submete-os constantemente a oficinas de técnica instrumental.
Por iniciativa da Casa da Cultura Peter Allan, estão sempre disponíveis oficinas nas áreas de música e artes, contemplando teclado, violão e guitarra, baixo, percussão, instrumentos de sopro com palheta, instrumentos de sopro com bocal. As aulas acontecem tanto na sede da Casa da Cultura, em Tibagi, quanto nos distritos de Caetano Mendes e São Bento, ampliando o acesso às atividades culturais.
O ensino musical é assegurado de forma gratuita e recebe apoio sistemático de todas as administrações municipais, o que possibilita que os estudantes da rede fundamental de ensino - pública ou privada -, tenham, inclusive, acesso ao conhecimento de um de seus Símbolos Municipais mais emblemáticos: o Hino do Município de Tibagi — sua letra, melodia e profundo significado histórico.
Dessa forma, recomenda-se e incentiva-se fortemente a sua interpretação e execução em cerimônias cívicas, atividades escolares e eventos oficiais da comunidade.
Em nossa página você encontrará uma seção exclusivamente dedicada a ele, contendo informações que subsidiaram a criação do poema, da composição da melodia e do arranjo final.